Miguel Mateus

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Desde há muito que seguimos o trabalho dos Flattered Apartments, que são sem dúvida um dos melhores exemplos (senão o melhor) de como fazer alojamento local em Portugal. Respeitando sempre a identidade das cidades onde estão localizados, os apartamentos da Flattered são sempre espaços elegantes, simples e felizes, pontos perfeitos para partir à descoberta de Portugal. Falámos com Miguel Mateus, um dos co-fundadores, sobre Lisboa, a casa perfeita e planos para o futuro da Flattered.

Fala-nos um pouco de ti... 
Nasci em Lisboa, na Lapa, filho de pais beirões (toda a minha família tem origem em Oleiros, distrito de Castelo Branco). Fiz aqui todo o meu percurso escolar até entrar na UTAD, em Vila Real, onde me formei em Medicina Veterinária. Toda a minha vida profissional tem estado ligada à área clínica de animais de companhia. Em 2005 fundei com a minha mulher Catarina (Silva) e a nossa sócia, também Catarina (Alves), aquilo que é hoje o Hospital Veterinário da Maia.

Miguel no Flattered de Tavira

Miguel no Flattered de Tavira

Sou pai de 2 filhas e foi precisamente em 2010, quando nasce a minha filha mais velha, que a Catarina, em plena licença de maternidade, vê um programa de televisão sobre um projecto de uma jovem advogada de Lisboa que estava a dedicar-se a uma coisa que na altura nem nome tinha. Alugar apartamentos a turistas.
2010 foi um ano duro em que quase todas as semanas o governo anunciava novas medidas de austeridade. O famoso PEC IV que culminou com o pedido de resgate em Abril de 2011, trouxe-nos uma realidade que nunca tínhamos vivido antes enquanto empresários. Foi este o trigger para começarmos um novo negócio e é assim que nasce a ideia para construirmos os Flattered Apartments.

Porto

Porto

Sou elástico ou eclético, como quiseres chamar, nas minhas escolhas. Estudei Economia no liceu até ao fim (12º ano) e só no fim decido mudar para a Biologia e acabo por entrar em Medicina Veterinária passando ao lado da Agronomia. Sempre abracei na minha cabeça coisas muito distintas e nunca soube muito bem o que queria ser quando fosse ‘crescido’.
Um dos temas recorrentes nas minhas paixões sempre foi a Arquitectura, os Interiores e o Design em geral. Nada me faz mais feliz que viver todas as fases dos nossos projectos do Flattered. Os mood boards iniciais, os primeiros desenhos, definir o programa, os cadernos de encargos, a pesquisa de peças, os layouts, os pormenores, os tecidos, enfim tudo o que implica fazer uma obra. Temos tido a sorte inestimável de encontrar os interlocutores ideais. Desde a equipa que nos criou a nossa identidade, o design gráfico, a arquitectura até às especialidades temos sido abençoados.

O que mais gostas na tua casa?
O facto de estar virada a Sul e ter a zona social inundada de luz todo o ano é muito importante. Mas gosto especialmente de descer a rua e estar na praia, ir ao Mercado a pé, poder levar as minhas filhas ao colégio a pé, fazer praticamente tudo sem necessitar de carro.

Porto

Porto

O que é para ti a casa 'perfeita'?
É uma casa que expresse de uma forma simples o tempo em que vivemos. Sem medos de ferir susceptibilidades. É também uma casa que tenta não cair nas tentações dos vários ‘ismos’ que tantas vezes nos desviam do nosso caminho. Em termos práticos é uma casa contemporânea, seja num contexto de uma casa antiga recuperada seja de uma casa feita de raiz.

“É sem dúvida um pequeno jardim ou um terraço. Em suma é o lugar onde a minha família, os meus livros e as minhas revistas se sintam bem.”

Flattered no Porto

Flattered no Porto

Vives onde?
Vivo em Matosinhos, num pequeno apartamento, perto da praia.


E se não vivesses aí, onde gostarias de viver?
Decididamente seria no centro do Porto. Acalento o sonho de comprar uma casa velha, não necessariamente uma ruína, e ter a oportunidade de a reconstruir ou construir de raiz.

Mesmo não vivendo em Lisboa, porque gostas da cidade?
Lisboa é um lugar de memórias para mim. Foi onde nasci e cresci. Vivi sempre entre a Almirante Reis, onde é a casa dos meus pais, a Praça de Londres, o Arco do Cego, o Campo Pequeno, a Avenida de Roma, o Areeiro. É esta a geografia da minha infância e da minha adolescência. Guardo também um especial carinho por São Pedro de Alcântara, pelo Jardim Botânico na Escola Politécnica e pela Gulbenkian. Foram estes os lugares de eleição nos meus últimos anos em Lisboa e onde tento regressar sempre que posso.
Hoje quando visito a cidade é com o olhar de um outsider, de um turista. Vejo quase sempre apenas as coisas boas, o lado positivo. Vimos sempre com listas de coisas para ver, restaurantes para experimentar, esse tipo de coisas. Não sinto os problemas da mesma forma como quem vive cá todos os dias, mas confesso que às vezes cedo a algum saudosismo. Sobretudo aqueles lugares que desapareceram e não voltaram.

Flattered em Lisboa

Flattered em Lisboa


Quais os planos para o futuro da Flattered Apartments?
Esta é sempre a pergunta mais difícil de responder. Mas, de uma forma muito objectiva o nosso plano é continuar a crescer. Em particular queremos aumentar a nossa oferta em Lisboa e Tomar durante os próximos 12 meses. A médio prazo continuamos a procurar oportunidades no Porto.
Apesar deste plano estar traçado há algum tempo estaremos sempre abertos a abraçar oportunidades como a que nos surgiu em Tavira em meados de 2017 e que nos levou a abrir o Flattered to be in Algarve no Convento das Bernardas do Arquitecto Eduardo Souto de Moura.
Acompanhamos diariamente o tema do Alojamento Local enquanto tema político e económico. Não descartamos totalmente a ideia de um dia passarmos para o lado da hotelaria mais tradicional caso o enquadramento legal não permita outras alternativas. Gostamos muito de receber pessoas e, sem falsas modéstias, acho que fazemos um bom trabalho.

Se tem uma casa para vender, fale connosco

 
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